Olá, SEJAM BEM VINDOS! Neste blog pretendo trocar experiências didáticas e informações importantes em diversas áreas do conhecimento, principalmente na minha área específica que é LICENCIATURA EM MATEMÁTICA. Além disso, estarei falando sobre a Inclusão, para melhor trabalhar às diferenças, no meio social que convivo. Naveguem a vontade!
06/07/2011
02/07/2011
19/11/2010
DESAFIO: POTES DE DOCES
Nessa tarefa, dentro de um tempo predefinido (20 min), cada equipe terá que descobrir o sabor da bala preferida de cada criança. Essa tarefa valerá 300 pontos para a equipe que conseguir completar a tarefa.
Leia com atenção e tente resolver a situação abaixo seguindo as Pistas.
José Carlos, Beatriz, Carolina, Renê, Rogers, Danilo, Daniele e Jaqueline guardaram suas balas nas prateleiras. Descubra onde e quais são as balas preferidas de cada um.
Leia com atenção e tente resolver a situação abaixo seguindo as Pistas.
José Carlos, Beatriz, Carolina, Renê, Rogers, Danilo, Daniele e Jaqueline guardaram suas balas nas prateleiras. Descubra onde e quais são as balas preferidas de cada um.

PISTAS:
1. Tanto as balas favoritas de José Carlos como as de Jaqueline estão na prateleira de cima.
2. As balas de morango de René estão no vidro imediatamente abaixo do vidro de balas de iogurte.
3. As balas preferidas de Carolina estão entre as balas sortidas de Rogers e as de frutas. As balas de Rogers não são guardadas num vidro na extremidade da prateleira.
4. As balas dietéticas são guardadas num vidro localizado na extremidade direita da prateleira inferior, enquanto as balas favoritas de Daniele estão na outra extremidade da mesma prateleira.
5. As balas de laranja estão imediatamente acima das balas de chocolate.
6. Danilo não gosta das balas de uvas; suas balas preferidas não estão no vidro situado abaixo do vidro das balas preferidas por José Carlos.
Autor desconhecido
REFERÊNCIA:
Disponível em: http://amatematicaeodia-a-dia.blogspot.com/ Acessado em: 25 abril 2009.
18/11/2010
02/11/2010
Gincalculando 2010- Gincana de Matemática
A Gincalculando é a gincana de matemática do colégio CIOMF promovida na IV Unidade pela professora Naldeci e Josenildo e sua culminância no ano de 2010 será no dia 20/11 para os alunos do Ensino Médio do Matutino, às 8:00 e no dia 26/11 com os alunos do 3º anos do Noturno, às 19:00. Tem como finalidade desenvolver o raciocínio lógico matemático, humanismo e cidadania, além de promover um contato mais próximo com a Matemática e o cotidiano de forma lúdica e as provas oportunizam a vivência de situações que exigem solidariedade e companheirismo entre os participantes.
A Gincalculando conta com uma comunidade no orkut para contatos com os participantes e com a webquest onde apontam as tarefas e pontuação.
Visitem o blog da gincana nos anos anteriores.
18/08/2010
Como auxiliar alguém com deficiência visual
Identifique-se, pergunte se e como a pessoa quer ser ajudada.- Espere que ela segure o seu braço, nunca agarre o braço dela. Oriente-a em relação a obstáculos, como meio-fio, buracos, degraus e outros.
- Em lugares estreitos ponha seu braço para trás, para que a pessoa possa segui-lo.
- Ao sair de uma sala, informe-a, assim não deixará a pessoa falando sozinha.
- Não se intimide de usar palavras como "cego", "veja" ou "olhe". Nem você nem os deficientes podem evitá-las.
- Ao explicar direções, seja o mais claro possível e diga quais obstáculos existem naquela direção.
- Indique a distância em metros. Exemplo: "dez metros à frente tem uma escada".
- Por mais tentador que seja não acaricie um cão guia pois ele nunca deve ser distraído.
- Ao guiar um cego para uma cadeira, direcione suas mãos para o encosto e informe-o se a cadeira tem braços ou não.
- Se você não sabe como direcionar essa pessoa, seja franco: "Eu gostaria de ajudar, mas como devo proceder?".
Como auxiliar alguém com deficiência auditiva
· Fale claramente, de frente para a pessoa, tomando cuidado para deixar visível sua boca.
· Não grite, fale em tom de voz e velocidade normais, exceto se lhe pedirem para levantar a voz ou falar mais devagar.
· Fale com expressão. Estas pessoas não podem ouvir as mudanças sutis do tom da voz indicando sarcasmo ou seriedade. Mas elas saberão ler suas expressões faciais, gestos ou movimentos do seu corpo.
· Ao conversar, toque levemente seu braço para a pessoa perceber que você quer falar-lhe. Mantenha o contato visual. Do contrário, a pessoa pensará que a conversa acabou.
· Se você não entender o que um surdo quer lhe dizer, peça para que ele repita. Se mesmo assim você não o entender, peça para que ele escreva o que deseja.
· Se um surdo estiver acompanhado de intérprete, fale diretamente ao surdo, nunca ao intérprete.
· Utilize linguagem de sinais, avisos visuais e, se for exibir um filme, opte por filmes legendados ou providencie um resumo do filme.
· Não cruze ou ande entre duas pessoas conversando em linguagem de sinais, isto atrapalha ou impede a conversa.
14/06/2010
04/06/2010
É necessário que o livro didático seja produzido e escolhido com critérios de correção de conteúdo e linguagem, adequados ao estágio de escolaridade dos alunos, estimulantes do seu pensamento e das associações com circunstâncias reais, sociopolíticas, econômicas e sociais, em que o conhecimento geográfico, essencialmente contextualizado, se insere (PASSINI, 1998).
Os conteúdos devem ser adequados à sociedade atual, com a articulação das áreas de aritmética, álgebra, geometria, grandezas e medidas, estatística, probabilidade e combinatória, além de estimular o uso da intuição, das associações a fatos do dia a dia, no interesse de desenvolver níveis de raciocínios abstratos a partir de situações concretas.
A qualidade do livro do professor deve-se observar: se descreve a estrutura geral da obra em suas unidades com objetivos específicos de cada uma delas; sugerir atividades complementares, como projetos, pesquisas, jogos, etc.; fornecer respostas das atividades propostas aos alunos; discutir o processo de avaliação sugerindo instrumentos, técnicas de aprendizagens; informar e orientar o professor a respeito de conhecimentos atualizados e especializados.
Segundo Molina (MOLINA, 1988: 10), “O professor, sem tempo para ler, pesquisar e atualizar-se, com um número muito grande de aulas por dia, sem muito parâmetro para analisar os conteúdos de ensino, com muitas turmas para atender, sem motivação ou entusiasmo para sair da rotina, com as editoras lhe facilitando as coisas, ao professor restava apenas seguir mecanicamente as lições inscritas nos livros didáticos...”.
Para mudar este estado de coisas, os professores devem perceber que o livro didático é apenas um complemento de seu trabalho em sala de aula e passar a analisar e perceber, com mais argúcia, as impropriedades que estão presentes nos livros em circulação no país.
21/04/2010
Aula de Matemática no laboratório de informática utilizando o programa Hot Potatoes.
Clique aqui e veja o vídeo da aula.Turma: 5ª série do Ensino Fundamental
Colégio: CIOMF- Centro Integrado Oscar Marinho Falcão
Disciplina: Matemática
Objetivo: Calcular os resultados das quatro operações propostas, revisando a escrita correta dos números.
Procedimento:
Durante a primeira semana de aula, trabalhei com as quatro operações, tabuada e os nomes dos termos. A sopa de letras do JClic e também o palavras cruzadas do Hot potatoes com os resultados das operações permitirão uma revisão dos assuntos abordados em sala de aula de forma lúdica, prazerosa , despertando o espírito competitivo saudável e uma aprendizagem significativa.
Recursos Utilizados: Quadro piloto, caderno, lápis, borracha, computador.
Avaliação: Através da participação e empenho dos alunos.
18/12/2009
Oficina de Blogs, Flogs/Vlogs e Webquest
Para alunos do curso de História da UNEB teve como objetivos:
1º Momento:
• Conhecer estas ferramentas de criação disponíveis na Internet;
• Compreender como se cria e utiliza Blog, Flog/Vlog e Webquest como forma de experimentação destas ferramentas;
• Avaliar e debater sobre seu uso educacional;
• Conhecer alguns provedores que possuem estes serviços na Web;
2º Momento:
• Criar e publicar nas ferramentas Blogs, flogs/Vlogs e webquest para utilização de forma interativa e colaborativa;
Metodologia:
Aplicação do questionário "Você é um analfabeto digital" ?
Para a culminância das oficinas serão utilizados alguns vídeos que estão postado no youtube sobre o uso dessas ferramentas:
1º vídeo: Pela Internet - Gilberto Gil
4º vídeo: Como criar um blog? - moisesandre
Abaixo teremos um CURSO DE BLOG através de alguns vídeos de Michel Fabiano encontrado também no youtube:
A Gincalculando II foi um sucesso. Todas as equipes cumpriram com as tarefas exigidas com determinação, criatividade, solidariedade e espírito competitivo saudável. Veja o resultado no blog da gincana.
06/11/2009
A MATEMÁTICA pode ser divertida e a resolução de problemas pode proporcionar momentos nada enfadonhos, pois ela pode ser aprendida de forma lúdica, prazerosa e significativa, pois brincando também se aprende. A Gincana de Matemática acontecerá no dia 17 de novembro de 2009, as 7:00 hs envolvendo alunos do Ensino Médio do colégio CIOMF do turno matutino e tem como finalidade desenvolver o raciocínio lógico matemático, humanismo e cidadania. Além de promover esse contato mais próximo com a Matemática de forma lúdica, as provas oportunizam a vivência de situações que exigem solidariedade e companheirismo entre os alunos.
08/10/2007
Cerca de 10% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, seja ela física, mental ou sensorial. Muitas pessoas apresentam necessidades especiais de aprendizagem, o que está longe de ser um impeditivo para a vida. Todas elas vão desenvolver habilidades e dar sua contribuição social sempre que tiverem oportunidade de conviver com não-deficientes.Infelizmente, é comum os portadores de necessidades especiais serem mal recebidos no grupo. Com o pôster que circula junto com esta edição de Nova Escola e com as sugestões a seguir, ajude seus alunos a vencer preconceitos e substituir sentimentos como medo, pena, raiva ou repulsa, por empatia, solidariedade e respeito. As atividades foram elaboradas com base nas orientações da Sorri-Brasil, federação de entidades não-governamentais que promove a integração social de pessoas portadoras de deficiência.
ATIVIDADES
Comece a aula perguntando aos alunos se eles conhecem dois seres vivos iguais. . Se alguém responder que existem gêmeos idênticos, questione as diferenças de temperamento que geralmente esses irmãos apresentam.
Incite um debate: como seria o mundo se todos fossem iguais, pensassem da mesma maneira, tivessem os mesmos gostos, desejos e sonhos, e agissem do mesmo modo? Mostre as vantagens de as pessoas serem diferentes, pois isso origina diversas contribuições para a sociedade.
Pergunte se os estudantes conhecem algum portador de deficiência. Peça que eles contem quem são essas pessoas, como é o relacionamento com elas e que tipo de sentimentos elas despertam. Anote os comentários no quadro-negro.
A seguir, proponha exercícios de vivência emocional. Divida a classe em pares. Cada dupla deve optar por um tipo de deficiência (motora, visual, auditiva, mental ou múltipla). Os alunos devem passar alguns minutos como um portador de deficiência, alternando os papéis de deficiente e acompanhante. Algumas sugestões:
1. Deficiência visual: explorar a sala de aula ou outro ambiente da escola de olhos vendados, com a ajuda do colega.
2. Deficiência auditiva: assistir a um programa de televisão sem som. O que eles apreendem observando só as imagens?
3. Deficiência na fala: tentar passar, através de mímica, uma mensagem para o colega.
4. Deficiência motora: deve ser abordada em brincadeiras como corrida do saco ou corrida do ovo na colher, nas quais ora o aluno estará com as pernas, ora com os braços imobilizados.
5. Deficiência múltipla: associar dois ou mais tipos de deficiências.
Com a classe novamente reunida, pergunte aos alunos como eles se sentiram ao ficar com um dos membros ou sentidos sem função. Como o colega ajudou ou atrapalhou? Questione a turma se houve alguma mudança em relação aos sentimentos citados no início da discussão e, principalmente, o que aprenderam com a experiência.
Solicite uma pesquisa em revistas, jornais e na internet sobre pessoas que nasceram com deficiência ou que a tenham adquirido depois de um acidente. Como elas desenvolvem suas atividades e superam as dificuldades? Exemplos: o locutor Osmar Santos e os atores Christopher Reeve, Gerson Brenner e Flávio Silvino, além de atletas da para-Olimpíada.
Com essas conclusões em mãos, peça que os alunos façam uma redação sobre o tema "Todos têm o direito de ser diferentes".
No mundo não existem seres vivos iguais; Nem os que são da mesma espécie! Uma flor não é igual a outra...; ... cada um tem seu jeito
07/10/2007
Muitos alunos com deficiência visual tendem a isolar-se, pois não se sentem confiantes para se locomover e participar de atividades em grupo. O mais importante, nesse caso, é promover o contato social. Primeiro, certifique-se de que, no início, o aluno terá monitoramento integral. Outros alunos podem ajudar nesse acompanhamento. Depois, retire-se aos poucos do cenário, à medida em que o portador de deficiência visual adquira confiança. Mas sempre fique atento a qualquer pedido de auxílio.
A deficiência visual pode se instalar gradativamente em qualquer pessoa. Por isso, esteja atento também a mudanças de comportamento de seus alunos.
A deficiência visual pode se instalar gradativamente em qualquer pessoa. Por isso, esteja atento também a mudanças de comportamento de seus alunos.
Como detectar :Irritação constante dos olhos; Aproximação constante do papel junto ao rosto quando escreve ou lê; Dificuldade em ler e copiar o que está escrito no quadro-negro; Cabeça entortada para ler ou escrever, como se procurasse melhor ângulo para enxergar; Dificuldade de encaixes ou atividades que exijam boa coordenação dos olhos e das mão; Tropeços freqüentes por não enxergar pequenos obstáculos.
O que fazer : Entrar em contato com os pais para troca de informações.Posicionar melhor a criança em classe.Aplicar o teste de acuidade visual na sala (teste do E). Se houver algum problema, encaminhar para um serviço de oftalmologia, com um relatório de observação.
Como ajudar na sala de aula:Procure conhecer as possibilidades e os limites do aluno portador de deficiência visual, tanto de locomoção quanto de manipulação e utilização do espaço e dos objetos. A melhor fonte de informação é o próprio aluno. Mostre-se sempre prestativo ao notar que ele necessita de ajuda.
Solicite à Secretaria de Educação de seu Estado um kit (bengala, reglete e soroban), que vai ajudar o estudaSolicite nte a se locomover, escrever e fazer contas.
A bengala, um dos instrumentos mais úteis para o portador de deficiência visual, funciona como um rastreador de obstáculos. Ela é movimentada a milímetros do solo para detectar até mesmo as pequenas irregularidades.
A sabedoria chinesa do soroban, adaptado com um feltro no fundo para que as bolinhas não fiquem soltas, ajuda o portador de deficiência visual a fazer contas.
O empenho e o carinho representam o primeiro passo para a inclusão de uma pessoa diferente que veio ao mundo. Sem apoio doméstico não há auto-estima, e sem auto-estima os obstáculos podem parecer insuperáveis.
"Tive duas gêmeas univitelinas, Natalie e Juliana, em 1979", conta a professora Liliana Dias Pastore. "Eu percebia que elas eram diferentes, mas o pediatra insistia que isso
era cisma de mãe. Após 8 meses, quando as diferenças eram gritantes, um outro médico nos explicou que Natalie sofria de paralisia cerebral resultante de anoxia (falta de oxigenação do cérebro) durante o parto. A partir daí começou uma procissão de neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e tudo o que requer uma criança com graves problemas neurológicos.
Aos 7 anos, após uma longa temporada no Instituto de Reabilitação do Sesi, matriculamos Natalie em uma escola especial particular, caríssima. Nos três anos em que ela estudou lá, meu marido e eu não notamos nenhuma evolução, e sabíamos que Natalie podia render muito mais. Afinal, era uma menina comunicativa, expansiva e alegre. Mas a escola não a estimulava em nada: só fazia brincadeiras com cubos, massinhas, joguinhos, igual a uma pré-escola. Enquanto isso, começamos a alfabetizá-la em casa, utilizando um jogo chamado Top Letras. Depois desses anos inúteis e caros, resolvemos procurar outra alternativa. E ela apareceu em uma escola pública, a Escola Especial Rodrigues Alves, conveniada com a AACD. Natalie desabrochou: aprendeu a ler ultra-rápido e a fazer contas. Aos 14 anos, ela foi para uma escola (também conveniada com a AACD) mais perto de casa: era a E. E. Prof. Victor Oliva, que possui 353 alunos, sendo 40 portadores das mais diversas deficiências físicas e mentais. Ali Natalie ficou quatro anos, concluiu a 4a série e fez amigos para a vida toda — professores e alunos.
Nada disso seria possível sem o envolvimento de toda nossa família. Natalie adora sair com a irmã e os amigos, vai ao cinema, ao shopping e às festas. Ela é muito querida por todos. E ninguém tem peninha dela não: já ficou até de castigo por fazer coisa errada, porque achamos que ela é uma de nós. Hoje Natalie está fazendo a 5a série à distância no Instituto Universal Brasileiro, usa computador e quer ser jornalista."
"Tive duas gêmeas univitelinas, Natalie e Juliana, em 1979", conta a professora Liliana Dias Pastore. "Eu percebia que elas eram diferentes, mas o pediatra insistia que isso
era cisma de mãe. Após 8 meses, quando as diferenças eram gritantes, um outro médico nos explicou que Natalie sofria de paralisia cerebral resultante de anoxia (falta de oxigenação do cérebro) durante o parto. A partir daí começou uma procissão de neurologistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas e tudo o que requer uma criança com graves problemas neurológicos.
Aos 7 anos, após uma longa temporada no Instituto de Reabilitação do Sesi, matriculamos Natalie em uma escola especial particular, caríssima. Nos três anos em que ela estudou lá, meu marido e eu não notamos nenhuma evolução, e sabíamos que Natalie podia render muito mais. Afinal, era uma menina comunicativa, expansiva e alegre. Mas a escola não a estimulava em nada: só fazia brincadeiras com cubos, massinhas, joguinhos, igual a uma pré-escola. Enquanto isso, começamos a alfabetizá-la em casa, utilizando um jogo chamado Top Letras. Depois desses anos inúteis e caros, resolvemos procurar outra alternativa. E ela apareceu em uma escola pública, a Escola Especial Rodrigues Alves, conveniada com a AACD. Natalie desabrochou: aprendeu a ler ultra-rápido e a fazer contas. Aos 14 anos, ela foi para uma escola (também conveniada com a AACD) mais perto de casa: era a E. E. Prof. Victor Oliva, que possui 353 alunos, sendo 40 portadores das mais diversas deficiências físicas e mentais. Ali Natalie ficou quatro anos, concluiu a 4a série e fez amigos para a vida toda — professores e alunos.
Nada disso seria possível sem o envolvimento de toda nossa família. Natalie adora sair com a irmã e os amigos, vai ao cinema, ao shopping e às festas. Ela é muito querida por todos. E ninguém tem peninha dela não: já ficou até de castigo por fazer coisa errada, porque achamos que ela é uma de nós. Hoje Natalie está fazendo a 5a série à distância no Instituto Universal Brasileiro, usa computador e quer ser jornalista."
A Educação Inclusiva é a educação para todos, que visa reverter o percurso da exclusão, ao criar condições, estruturas e espaços para uma diversidade de educandos. Assim, a escola será inclusiva quando transformar, não apenas a rede física, mas a postura, as atitudes e a mentalidade dos educadores, e da comunidade escolar em geral, para aprender a lidar com o heterogêneo e conviver naturalmente com as diferenças.Os sistemas de ensino devem dar respostas às necessidades educacionais de todos os alunos, pois o movimento inclusivo nas escolas, por mais contestado, que ainda seja, até mesmo pelo caráter ameaçador de toda e qualquer mudança, especialmente no meio educacional, é irreversível e convence a todos pela sua lógica e pela ética do seu posicionamento social.
O momento é refazer a educação escolar, seguindo novos paradigmas, preceitos, ferramentas e tecnologias educacionais.
A sustentação de um projeto escolar inclusivo implica necessariamente mudanças nas propostas educacionais da maioria das nossas escolas e em uma organização curricular idealizada e executada pelos seus professores, diretor, pais, alunos, e todos os que se interessam pela educação na comunidade em que a escola se insere.
As propostas educacionais que dão conta de uma concepção inclusiva de ensino refletem o que é próprio do meio físico, social, cultural em que a escola se localiza; e são elaboradas a partir de um estudo das características deste meio. Embora mais difíceis de serem concretizadas, elas não são utópicas, e demandam inúmeras ações, que são descritas e estruturadas no plano político-pedagógico de cada escola.
De acordo com a Profª Dra. Leny Magalhães Mrech (Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo), os Projetos da Escola, devem apresentar as seguintes características:
1- Um direcionamento para a Comunidade - Na escola inclusiva o processo educativo é entendido como um processo social, onde todas as crianças portadoras de necessidades especiais e de distúrbios de aprendizagem têm o direito à escolarização, o mais próximo possível do normal. O alvo a ser alcançado é a integração da criança, portadora de deficiência, na comunidade.
2- Vanguarda - Uma escola inclusiva é uma escola líder em relação às demais. Ela se apresenta como vanguarda do processo educacional. O seu objetivo maior é fazer com que a escola atue através de todos os seus escalões para possibilitar a integração das crianças que dela fazem parte.
3- Altos padrões - Há em relação às escolas inclusivas altas expectativas de desempenho por parte de todas as crianças envolvidas.O objetivo é fazer com que as crianças atinjam o seu potencial máximo. O processo deverá ser dosado às necessidades de cada criança.
4- Colaboração e cooperação - Há um privilegiamento das relações sociais entre todos os participantes da escola, tendo em vista a criação de uma rede de auto-ajuda.
5- Mudando os papéis e responsabilidades - A escola inclusiva muda os papéis tradicionais dos professores e da equipe técnica da escola. Os professores tornam-se mais próximos dos alunos, na captação das suas maiores dificuldades. O suporte aos professores da classe comum é essencial, para o bom andamento do processo ensino-aprendizagem.
6- Estabelecimento de uma infra-estrutura de serviços - Gradativamente, a escola inclusiva irá criando uma rede de suporte para a superação das suas maiores dificuldades. A escola inclusiva é uma escola integrada à sua comunidade.
7- Parceria com os pais - Os pais são os parceiros essenciais no processo de inclusão da criança na escola.
8-Ambientes educacionais flexíveis - Os ambientes educacionais têm que visar o processo ensino-aprendizagem do aluno.
9- Estratégias baseadas em pesquisas - As modificações na escola deverão ser introduzidas a partir das discussões com a equipe técnica, alunos, pais e professores.
10- Estabelecimento de novas formas de avaliação - Os critérios de avaliações antigos deverão ser mudados para atender às necessidades dos alunos portadores de deficiência.
11- Acesso - O acesso físico à escola deverá ser facilitado aos indivíduos portadores de deficiência.
12- Continuidade no desenvolvimento profissional da equipe técnica - Os participantes da escola inclusiva deverão dar continuidade aos seus estudos, aprofundando-os.
A inclusão é um processo constante que precisa ser continuamente revisto.
Estudantes com deficiências:
aprendem a gostar da diversidade;
adquirem experiência direta com a variedade das capacidades humanas;
demonstram crescente responsabilidade e melhor aprendizagem através do trabalho em grupo, com outros deficientes ou não;
ficam melhor preparados para a vida adulta em uma sociedade diversificada:entendem que são diferentes, mas não inferiores.
Estudantes sem deficiências:
têm acesso a uma gama bem mais ampla de papéis sociais;
perdem o medo e o preconceito em relação ao diferente; desenvolvem a cooperação e a tolerância;
adquirem grande senso de responsabilidade e melhoram o rendimento escolar;
são melhor preparados para a vida adulta porque desde cedo assimilam que as pessoas, as famílias e os espaços sociais não são homogêneos e que as diferenças são enriquecedoras para o ser humano.
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